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CINCO PERSONAGENS DA DC QUE GOSTARIA DE VER NOS DLCS DE INJUSTICE 2


O sucessor de Injustice chegou as prateleiras das lojas em maio e tem sido um sucesso da crítica até então. Alcançando 87% de reviews favoráveis no Metacritic, Injustice 2 vem sendo aclamado por sua melhora gráfica, jogabilidade e história interessante. Pra quem não conhece, o jogo é desenvolvido pela Netherrealm (mesma empresa de Mortal Kombat) e é baseado em uma história alternativa dos quadrinhos em que o Superman se torna insano e cria-se uma guerra generalizada no universo DC. O que é uma boa desculpa para um jogo de porradaria!


Sendo assim, resolvi fazer esse TOP 5 com os personagens que eu mais gostaria de ver e usar para cair na porrada com meus amigos. Lembrando, essa lista é uma opinião, então se não concorda, manda aí!

Mutano

Percebi que sou uma pessoa nostálgica, porque esse é um dos três personagens que incluí na lista que marcaram minha infância de alguma forma. Uma doença rara, um soro desenvolvido de um macaco e pais cientistas resultaram em Mutano, um herói que é capaz de transformar-se em qualquer animal (extinto ou não) do planeta e que entrou no coração de muitos com a animação fantástica de Jovens Titãs, sendo uma ótima forma de diversificar os personagens do jogo. Imagina você estar jogando contra alguém de Mutano, e do nada se transformar num Tiranossauro Rex com um especial? Eu, pessoalmente, já quero.



Constantine

John Constantine é um personagem um pouco controverso, isolado, e muitas vezes deixado de lado, mas que tem um potencial enorme e que vem ganhando destaque com os últimos anos com uma série que foi cancelada, mas de ótima qualidade, e com a animação da Liga da Justiça Sombria. Voltado para um público mais adulto e com habilidades mais voltadas para a investigação, Constantine come demônios no café da manhã e pode invocar as forças do oculto quando a coisa aperta, sendo um ótimo personagem voltado para magia já que perdemos Ravena e Zatannaque eram do jogo anterior.



Rorschach

Proviniente da obra prima Watchmen, do bruxo Alan Moore, Rorschach é um personagem ironicamente marcado por sua própria máscara: um homem massacrado emocionalmente que opta por perder sua identidade e adotar um novo rosto com muitas faces de uma só mente. É um personagem complexo e amado por todos os leitores de quadrinhos que já tocaram na obra de Moore, e que vem sendo revisitado com a empreitada da DC de espremer todo o leite possível da teta da vaca com uma nova série de quadrinhos e até uma série de TV. Bem, por que não, então?


Super choque

Super Choque é um fanfavorite graças ao seu desenho animado que foi ao ar no Cartoon Network e conquistou toda uma geração de jovens nerds. VirgilHawkins tinha poderes baseados em eletricidade e chutava bundas de bandidos por aí enquanto voava em uma freakingtampa de bueiro. Ele chegou a ser vazado como possível personagem do elenco (?) principal para a continuação, e suas artes chegaram a ser divulgadas, mas ele acabou não sendo incluso. Seria uma ótima adição ao jogo e confesso que eletrocutaria muitos amigos com ele.


Azrael

Eu cresci lendo histórias estilo “formatinho” do Batman, então Azrael logo se tornou um dos meus heróis favoritos dos quadrinhos (graças a grandes histórias, como A Queda do Morcego e A Espada de Azrael, a qual muitos não gostam). Jean-Paul Valley era o assassino particular, o anjo guardião da Ordem de São Dumas, e tinha uma espada e lâminas que saiam de seu braço que pegavam fogo! Não foi muita surpresa que seu visual conquistou o pequenino Pedro do passado, e essa seria a minha escolha principal (porém muito improvável) para personagem que viesse por DLC.


Não gostou da lista? Acha que outros personagens seriam melhores? Comenta aí!


EU ASSISTI: MULHER MARAVILHA


Gal Godot, uma ex-miss, ex-recruta do exército Israel, ex-modelo e ex-estudante de direito, foi escalada para dar vida à Mulher Maravilha nas telonas do cinema. Uma escalação um tanto inusitada, já que ela é uma atriz inexperiente e iria interpretar uma das maiores Heroínas dos quadrinhos, que estaria ganhando um filme pela primeira vez. Mas de forma feminina e cativante, ela nos surpreendeu em sua aparição em Bataman vs Superman: A Origem da Liga da Justiça. 

Mulher Maravilha é uma clássica história de origem, e o filme foi feito para nos apresentar Diana, seu universo e nos preparar para o filme da Liga da Justiça.Patty Jenksins, a diretora, nos deu uma narrativa leve e encantadora, que nos arrancou risadas, provocou empatia pelos personagens e nos empolgou em suas cenas de ação muito bem trabalhadas. 

Conhecemos então Diana, uma criança que sonha em se tornar uma das lendárias amazonas guerreiras de Themyscira, uma ilha isolada do mundo moderno, e que está louca para começar seu treinamento, mas é super protegida por sua mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielsen). Sem perder muito tempo nisso, graças ao roteiro de Allan Heinberg, nós conhecemos de forma rápida e aceitável a origem das amazonas por meio da história de ninar que é contada à Diana por sua mãe, onde ela descreve para o público como o deus grego Zeus criou os homens baseado em sua imagem, mas que eles foram corrompidos por Ares, o deus da guerra. Dessa forma, Zeus criou as amazonas, as resguardando na ilha escondida de Themyscira e, em seu último sopro de vida, derrotou Ares e entregou a elas uma arma capaz de derrubar o deus da guerra novamente quando ele ressurgisse.


Antíope (Robin Wright), mais formidável das amazonas e tia de Diana, convence a rainha Hipólita da importância de preparar a princesa para um potencial embate futuro contra Ares, então ela começa a ser treinada dia e noite para se tornar a mais forte amazona que a ilha já viu.Centenas de anos se passam desde então e,um dia, Diana está enfrentando diversas amazonas em seu treinamento e acaba ferindo sua tia, Antíope. Fugindo do local por vergonha do ocorrido, Diana avista um pequeno avião quebrando a barreira invisível que separa sua ilha do restante do mundo. Nesse avião se encontra Steve Trevor, espião britânico que levava planos secretos capturados do governo alemão, e que logo perceberá que irá precisar da ajuda de Diana para pôr um fim definitivo na guerra.

Mulher maravilha surpreendeu a muitos e tem sido um sucesso de bilheteria até então, arrasando nas críticas especializadas, como no Metacritic e Rotten Tomatoes, e angariando fãs ao redor do globo, então é uma ótima pedida para todo o fã de quadrinhos e também para quem nunca conheceu a sua história.

POSTADO PELA EQUIPE DO BLOG


[FILMES] EU ASSISTI: BATMAN vs SUPERMAN, A ORIGEM DA LIGA DA JUSTIÇA.


Após meses de filmagens e de muito hype, Batman Vs Superman: a Origem da justiça chegou aos cinemas no último dia 24 de março numa tentativa da DC comics e da distribuidora Warner Bros. Pictures de pavimentar o caminho para um possível universo cinematográfico da editora, seguindo a tendência e aproveitando o momento instaurado pela concorrente Marvel Comics. 


Levando em conta a crescente expansão da mídia em franquias de super heróis, seja por filmes, séries ou séries animadas, e observando o sucesso alcançado pela Marvel em integrar essas mídias em um universo só, não iria demorar para que a DC iniciasse o seu próprio projeto. Assim, o filme foi anunciado como uma continuação de Man of Steel na San Diego Comic-com de 2013, mantendo Zack Snyder como diretor, e com roteiro de Chris Terrio (Argo) e David S. Goyer (trilogia Batman de Christopher Nolan).




O trabalho de Snyder em Batman vs Superman: A Origem da justiça era pegar a base estabelecida em Man of Steel e utilizá-la para introduzir os outros personagens da editora para um futuro filme da liga da justiça (com estréia prevista para novembro de 2017), dando enfoque ao maior detetive do mundo. Diferentemente dos outros filmes do Homem Morcego realizados pela Warner, o Batman deste novo filme era marcado pela experiência das duas décadas em que já atuava como vigilante em Gotham quando da aparição do Superman, mais velho e sábio, e, consequentemente, mais desgastado física e psiquicamente. Isso levou a contratação de Ben Affleck para o papel, que o faz muito bem:


  • “Ben é uma contrapartida interessante para o papel que Henry desempenha como Superman. Ele tem a experiência necessária para representar a imagem de um homem mais velho e experiente que Clark Kent, que carrega as cicatrizes de um vigilante calejado, enquanto ao mesmo tempo mantendo o charme que Bruce Wayne emprega por sua presença no mundo.” Zack Snyder, em entrevista à revista francesa Popcorn

O diretor se utilizou de artimanhas já conhecidas por ele para desenvolver o longa e encaixar o novo herói na história de forma a não deixa-la maçante. Em vez de introduzir uma história de origem e fomentar o filme a partir disso, trabalhou a partir de flashbacks do próprio Bruce Wayne, que vão remontando os passos que o levaram a se tornar o vigilante que é hoje, e o porquê da sua repentina repulsa contra o personagem de Henry Cavil.

  
Foto: Reprodução/Google 
Talvez a maior influência para esse novo Batman tenha saído das páginas de “O cavaleiro das trevas”, Magnum opus do legendário Frank Miller. Snyder, fã declarado da obra de Miller, retirou importantes pontos da história para que pudesse incorporar ao filme, utilizando-a como ponto de inspiração, e não como adaptação, no entanto. Elementos como o já citado Bruce Wayne mais amadurecido e desgastado com o tempo, uma rixa e conflito de interesses com o Superman, além da própria armadura utilizada pelo herói para o embate entres os dois beberam dessa fonte.

  • “O que acontece com “O cavaleiro das trevas” nesse filme é que, em 1986, quando a li pela primeira vez, eu fiquei sem chão. Mudou completamente a noção que eu tinha sobre o Batman de uma forma extraordinária. Me lembro de ter ficado tipo “Meu deus, isso aqui é incrível!”. A partir daí, criei uma conexão muito grande com o Batman, como um personagem em si, e até mesmo outros super-heróis no geral.” Zack Snyder, em entrevista à Black Tree Tv

Esse Batman a nós apresentado não é o usual Cruzado Encapuzado a que estamos acostumados. Essas cicatrizes vão muito além do cunho físico, e interferem claramente nas próprias virtudes e ideologias costumeiramente adotadas por ele: temos um batman que não se exime de utilizar armas de fogo ou de assassinar (e explodir) seus inimigos, relembrando muito mais a versão do Batman Thomas Wayne da série Flashpoint, de Geoff Johns. Um dos possíveis motivos para que essa versão do herói seja tão inescrupulosa e violenta seria o assassinato do Robin pelo Coringa, como presumido em passagem do filme, claramente em homenagem a outro crucial arco dos quadrinhos, “Batman: Morte em Família”. 

  
Foto: Reprodução/Google 
No que tange aos aspectos visuais do filme, Snyder trouxe consigo de volta o líder de sua equipe de fotografia, Larry Fong, que trabalhou com o mesmo em filmes como 300 e Watchmen, dando a película seu toque pessoal. Ele também ousou ao trazer para as telas um Batman que possuía um traje diferente das armaduras que vinham geralmente sendo utilizadas, procurando manter a proximidade com a aparência do herói com o das HQs ou até mesmo com a de seus jogos, como a da série Batman: Arkham, em que Snyder também perfeitamente importou as cenas de combate e deu dinamismo a elas, ao contrário do certo mecanicismo das versões anteriores. 

Ao assistir o filme pela primeira vez, o espectador pode assumir a impressão errada, como a que eu tive: talvez a quantidade demasiada de informações faça com que o longa se pareça como um grande trailer de um filme que só acontece no final, e que prolonga e aquece o enredo até os últimos minutos. O filme demora de acontecer de verdade, e quando o confronto entre os dois heróis finalmente ocorre, o desfecho acaba por ser um leve anticlímax sentimental. Focando demais nesse aspecto do filme, aquele que assiste e foi para o cinema esperando um final como o dos quadrinhos de “O cavaleiro das trevas”, pode se decepcionar. 

Foto: Reprodução/Google 
O que acontece é que o confronto entre os heróis, na verdade, é um sub-plot para o verdadeiro clímax do filme: o embate entre eles e uma besta insana criada por Lex Luthor, Apocalipse, criando a necessidade da união de suas forças, aproveitando para introduzir outra personagem importante para a trama e, brevemente, dar um gostinho do que estava por vir nos próximos filmes. A grande influencia dessa parte da história seria o arco conhecido como “A morte e o retorno do Superman”, passada na década de 90, em que o homem de aço vem a sucumbir após combate com o mesmo Apocalipse para, então, retornar a vida graças à tecnologia kryptoniana. 

Introduzir diversos personagens que possuem planos de fundo densos e complexos, dando nova roupagem a eles, e tomar como base obras de arte que marcaram as histórias em quadrinhos como as faladas nesse texto em um filme só não é tarefa fácil, mas Zack Snyder conseguiu realizar esse trabalho com muito mérito. Batman Vs Superman: A origem da Justiça pode não ser o melhor dos filmes de super herói dos últimos tempos, nem revolucionar ao ponto de ser um sucesso absoluto de crítica, mas era o filme que os fãs da DC precisavam para começar a acreditar em um futuro universo cinematográfico da companhia. 

Talvez não seja o filme que merecemos. Mas é o filme que precisávamos neste momento. 

 
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